O mundo desaparecerá em 2012

O mundo desaparecerá em 2012

Publicado em 12. dez, 2009 por Rev. Giuliano Coccaro em Boletim, Reflexão

Pelo menos assim acreditavam em suas profecias os Maias – indígenas da América Central que se estabeleceram no sul do México por volta do ano 1.000 a.C. Para eles, 2012 é a data do ultimato que a Terra dará aos seus habitantes. A história do filme “2012” é baseada em uma crença Maia, e afirma que o planeta sofrerá graves disfunções climáticas nesse ano.

O autor da película é especialista em destruição global. Ele estava lá em “Independence Day“, “Godzilla” e “O Dia Depois de Amanhã“. Pelo visto, percebeu que este assunto atrai a atenção, ou o medo, das pessoas. Na primeira semana de exibição, o filme arrecadou alguns milhões de dólares, quantia que o coloca na quinta melhor abertura de um longa-metragem de todos os tempos. Mas, por que existe essa fascinação de um grande segmento da população acerca de como será o fim do mundo e, o que é mais impressionante, quando isto sucederá? Concentração do poder atômico em poucas mãos dispostas a jogar com o destino de todos, assusta. As teorias amparadas pela ciência sobre possíveis transtornos de proporções catastróficas no sistema climático, como abastecimento de água ameaçado e degelo em massa já a médio prazo, preocupam. Previsões de impacto entre a terra e imensos asteróides, amedrontam.

No entanto, não precisamos dessas profecias e prenúncios para depositar nossa atenção em uma hecatombe que pode acontecer a qualquer momento. É importante olhar para as profecias da Bíblia, pois estas, ao contrário daquelas, não têm margem de erro nem brindam com a sorte, posto que “Deus não lança dados”. De acordo com a Palavra, ninguém sabe o tempo ou hora do retorno de Jesus Cristo (Mt 24:36; At 1:7). O Dia do Senhor virá como um ladrão, sem agendamento prévio ou previsões de calendários humanos (2 Pe 3:10). Na oportunidade, o Messias voltará para julgar vivos e mortos a fim de agraciá-los com a eternidade já inaugurada ou sentenciá-los à segunda morte (2 Tm 4:1; Ap 20:14).

Sinceramente, meu desejo era assistir em ‘2012′ a um conteúdo religioso mais forte. Nada justo para um filme hollywoodiano que sempre prefere a aparência à essência da obra. Ainda assim, há cenas significativas, como, por exemplo, a simbólica separação de Deus e do homem no afresco de Michelangelo pintado no teto da capela Sistina em razão de um terremoto que dividiu as estruturas da igreja.

O Juízo Final, o fim do mundo, ou como você queira chamá-lo, é bíblico. Todas as culturas possuem previsões apocalípticas. Porém, tal dia não deve produzir pavor àquele que depositar fé e confiança no amor divino, cujo tamanho é capaz de livrar o homem da carga de seu pecado, da culpa que este produz e conceder-lhe vida eterna em Cristo. Depois disto, então pode vir o fim. Graças a Deus.

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