É Tempo

É Tempo

Publicado em 09. mai, 2009 por Rev. Giuliano Coccaro em Boletim, Reflexão

Eu sou muito fraco. Não consigo sozinho, vencer as tentações que me cercam. A minha carne não pode ser domesticada. Ela precisa ser crucificada. A cruz de Cristo precisa lavrar a sua morte, pois toda a sua inclinação é contra a vontade de Deus. Os seus impulsos são inimizade contra Deus. Os meus desejos, muitas vezes, me arrastam para aquilo que é mal. Desejo fazer o bem, mas não tenho poder para efetuá-lo. Tenho tristeza em pecar contra Deus, mas acabo entristecendo o Espírito, fazendo, muitas vezes, concessão ao pecado. Não há nenhum bem em mim. Meu coração é enganoso.

Meus pensamentos, muitas vezes, não estão cativos à obediência de Cristo. Minhas mãos, nem sempre, estão puras para fazer a obra de Deus. Meus pés, nem sempre, andam por veredas retas. Meus lábios, às vezes, são fontes amargas. Meus olhos, não poucas vezes, são um laço para a minha alma. Ó miserável homem que eu sou. Se Deus tirar a sua mão de sobre mim um minuto, pereço. Se Ele me entregar aos meus caprichos, naufrago. Por isso, com todas as forças da minha alma, elevo aos céus o meu clamor: Ó Deus, eu preciso de ti.

Sim, eu sei que esta é também a sua confissão. Foi a confissão de Davi, de Isaías, do apóstolo Paulo e de tantos outros que, ao olharem para a santidade de Deus e para a sujeira de seus pecados, reconheceram que precisavam desesperadamente do perdão divino. A maior necessidade da nossa vida é estar perto de Deus. É quando vivemos na luz que percebemos a sujeira do pecado. Quando experimentamos a alegria do conhecimento de Cristo. Não temos forças em nós mesmos para vencer a batalha contra o pecado.

Se tirarmos os olhos de Jesus afundaremos num pântano lodacento. É tempo de nos arrependermos dos nossos pecados. É tempo de chorarmos pelos nossos pecados. É tempo de abandonarmos os nossos pecados. É tempo de nos voltarmos para Deus de todo o nosso coração, com pranto, com jejuns, com o coração rasgado, clamando: Ó Deus, precisamos de ti!

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