Diário de Simonton
Publicado em 15. ago, 2009 por Rev. Giuliano Coccaro em Boletim, Reflexão
A história de sua chegada ao Brasil narrada pelo próprio missionário
O Dia da Decisão – 27 de novembro de 1858 – Simonton era um jovem de 25 anos.
Finalmente o passo decisivo foi dado. No dia 25 enviei minha proposta formal à Junta de Missões Estrangeiras. Mencionei o Brasil como o campo no qual estou mais interessado, mas deixei à Junta a decisão final. Irei só. Assim, a incerteza que vem me oprimido há um ano finalmente terminou. A mão da Providência evidentemente pode ser vista nisto. A Ti, ó Deus, confio meus caminhos na certeza de que Tu dirigirás meus passos retamente.
O Dia da Chegada – Sexta-feira, 12 de agosto, 9:30 da manhã – Simonton com 26 anos chega ao Rio de Janeiro.
Estou acordado desde as quatro da manhã observando as manobras para adentrar o porto contra o vento e a maré. É um lindo, o mais singular e impressionante que jamais vi. Nunca teria imaginado tal porto, com beleza sublime, protegido de ventos e ondas [...] estamos ainda na entrada do porto, mudando de curso a cada minuto, ora na direção do forte, ora chegando a pequena distância do Pão de Açúcar. Desfiz-me de minha roupa de viagem, dando-a ao cabineiro em agradecimento pelos serviços que me prestou durante a jornada. Estou pronto para desembarcar.
O que moveu esse jovem teólogo promissor a abdicar do conforto de seu país e do aconchego do seu lar para imergir numa tarefa pioneira do presbiterianismo estadunidense? Segundo Simonton, foi “o fervor por Cristo e o zelo pelas almas perdidas”. Virtudes que seguramente lhes foram ensinadas pela sua mãe, a qual, em 19 de outubro de 1857, escreve para o filho após cientificar-se do chamado missionário dele: “É difícil separar-se daqueles que talvez não mais vejamos sobre terra. Mas quando penso no valor das almas imortais que estão se perdendo pela falta do verdadeiro evangelho – o conhecimento do bendito Salvador – considero um privilégio ter alguém que queira sacrificar tanto e devotar tudo a serviço do Mestre”.
A Igreja Presbiteriana do Brasil nasceu com o amor fervoroso a Cristo e pelo zelo apaixonado para com os perdidos. Assim ela também cresceu nos últimos 150 anos. E desta forma precisa continuar caminhando. “Aviva a tua obra, ó SENHOR, no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos, faze-a conhecida. (Habacuque 3.2)”.

