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Sobre a eleição de Presbíteros e Diáconos

07/01/2016

Quando lemos as cartas que o apóstolo Paulo escreveu a Timóteo e a Tito, e as comparamos com a prática da igreja apostólica, relatada no livro de Atos dos Apóstolos (6.1-7; 11.30; 14.23; 15.2, 4, 6, 22, 23; 16.4; 20.17 e 21.18), chegamos à conclusão que toda a Igreja Cristã precisa de presbíteros e diáconos. Além da necessidade destes líderes, a Palavra de Deus claramente orienta os discípulos do Senhor Jesus a escolher os presbíteros e os diáconos de sua Igreja local. Há duas listas qualificatórias que nos norteiam no critério de escolha tanto de presbíteros quanto de diáconos em nossas comunidades. A primeira encontra-se em 1 Timóteo 3.1-13 e a segunda em Tito 1.5-9. É importante notar que em todas estas passagens bíblicas Paulo enfatiza o caráter cristão mais do que qualquer outra virtude, dons ou qualidades, no exercício do presbiterato ou do diaconato. Ou seja, líderes cristãos devem ser avaliados mais por seu caráter do que por qualquer outro fator. Nosso parâmetro de boa liderança difere do padrão que encontramos na sociedade. Talvez, no mundo corporativo, ótimos currículos tenham a primazia na escolha de um candidato a determinado cargo. No reino de Deus, por sua vez, quem somos precede o que fazemos. Deus não vê o exterior do homem, pois seu interesse reside em corações íntegros, não simplesmente em mãos hábeis. “Porque, quanto ao SENHOR, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele” (2 Cr 16.9a). O trabalho de Deus no líder deve vir antes da obra que Deus realiza através do líder. Os dons extraordinários do Senhor e o fruto do Espírito Santo veem de uma mesma fonte: Deus. Porém é possível ter muitos dons espirituais e ainda assim ser um cristão carnal e imaturo. Dons são fundametais para o crescimento da igreja. Mas se os dons não forem operados com amor ou regulados pelo fruto do Espírito, de nada aproveitam e tornam-se inúteis. Precisamos, sim, de homens capacitados por Deus com os dons necessários para o desempenho do presbiterato e do diaconato. Porém mais do que homens habilitados para estes ofícios, desejamos ter na liderança de nossa Igreja homens cheios do Espírito. Gente que não é apenas residida pelo Espírito do Senhor, mas presidida por ele.
Temos também a exortação do apóstolo Pedro, que se autodenomina presbítero, para que seus pares pastoreiem o rebanho de Deus segundo o modelo oferecido pelo Supremo Pastor, a saber, Jesus Cristo ( 1 Pe 5.1-4). A Igreja por sua vez é exortada a receber com apreço, submissão e obediência o ministério deles (Hebreus 13.17). Pastorear e assistir a igreja de Deus, significa conduzir as pessoas onde elas possam encontrar pastos verdejantes, águas tranquilas e descanso para as suas almas (Sl 23). Os oficiais, portanto, são discipuladores, mentores e socorristas de irmãos em Cristo. A Igreja precisa de presbíteros e diáconos que conheçam bem a graça divina que salva e santifica os pecadores, levando-os ao bom combate contra as forças destrutivas e alienantes dos poderes infernais. Portanto: “Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e ainda co-participante da glória que há de ser revelada: pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho. Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória” (1Pe 5.1-4).

Rev. Milton Ribeiro




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