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Por que Jerusalém é tão sagrada e disputada?

10/11/2015

O destino de Jerusalém é uma das questões mais controversas nas questões do quase eterno conflito árabe-israelense. Mas, por que é tão contestado? A analista internacional daa rede inglesa BBC, Erica Chernofsky, explica por que esta cidade é tão importante para três religiões que traçam suas origens de volta à figura bíblica de Abraão.

Jerusalém é um nome que ressoa igualmente nos corações de cristãos, judeus e muçulmanos e que ecoa através de séculos de história comum e muito disputada. Em hebraico é conhecida como Yerushalayim e em árabe é al-Quds. É uma das cidades mais antigas do mundo e foi conquistada, destruída e reconstruída novamente e novamente. E cada uma das camadas de terra revela uma parte diferente do passado.

Embora tenha sido muitas vezes o foco de histórias de divisão e conflito entre pessoas de diferentes religiões, todos estão unidos em sua reverência a esta terra considerada sagrada. Seu núcleo é a Cidade Velha, um labirinto de vielas estreitas e arquitetura histórica que caracteriza seus quatro bairros: cristão, muçulmano, judeu e armênio. Esse núcleo é cercado por uma parede de pedra e é o lar de alguns dos locais mais sagrados do mundo.

Cada distrito representa a sua própria população. Os cristãos têm dois porque os armênios também são cristãos, e seu distrito, o menor dos quatro, é um dos mais antigos centros de armênios em todo o mundo.

A Igreja

Dentro da parte cristã está a Igreja do Santo Sepulcro, um importante centro do cristianismo no mundo. Está localizado em uma área fundamental para a história de Jesus Cristo, pois ali teria ocorrido sua morte, crucificação e ressurreição. De acordo com a Bíblia, Jesus foi crucificado no morro Gólgota, ou Calvário. O túmulo estava localizado dentro da sepultura e este também foi o lugar da sua ressurreição.

A igreja é administrada conjuntamente por representantes de diferentes denominações cristãs, principalmente pelo patriarcado greco-ortodoxo, os frades franciscanos da Igreja Católica Romana e o patriarcado Armênio. Mas também pelas igrejas Ortodoxa Etíope, pelos coptas e pelos sírios. É um dos principais destinos de peregrinação para milhões de cristãos em todo o mundo que visitam o túmulo vazio de Jesus e ali buscam consolo e redenção.

A mesquita

O bairro muçulmano é o maior dos quatro e contém o santuário da Cúpula da Rocha e a Mesquita Al-Aqsa em uma planície conhecida pelos muçulmanos como Haram al-Sahrif ou Santuário Nobre. A mesquita é o terceiro lugar mais sagrado do Islã e é gerido por um fundo chamado o Waqf Islâmico.

A uma curta distância está o santuário da Cúpula da Rocha, onde os muçulmanos acreditam que Maomé ascendeu ao céu. Muçulmanos visitam o local sagrado todo o ano, mas toda sexta-feira durante o mês sagrado do Ramadã, centenas de milhares de muçulmanos rezam na mesquita.

O muro

O Bairro Judeu é onde está o Muro Ocidental, ou Muro das Lamentações, um fragmento do aterro da montanha em que o Monte do Templo uma vez foi erguido. Dentro do templo está o Santo dos Santos, o local mais sagrado do judaísmo. Os judeus acreditam que este foi o local onde Abraão se preparou para sacrificar seu filho Isaque. Muitos pensam que a Cúpula da Rocha é o local do Santo dos Santos.

Hoje, o Muro das Lamentações é o ponto mais próximo do Santo dos Santos onde os judeus podem fazer suas preces. É administrado pelo rabino do Muro das Lamentações e recebe anualmente milhões de visitantes. Judeus de todo o mundo vêm a este lugar para orar e se aproximar do que consideram seu patrimônio.

Fontes: BBC Mundo/Noticias Cristianas
Adaptação: Milton Alves




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