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Pastoral (12/03/17): FEIRA DAS VAIDADES

12/03/2017

A fábula do Peregrino, contada por John Bunyan, é um convite à edificação. Conta a história de Cristão, um pecador que saiu da cidade da Destruição rumo à Cidade Celestial. Na sua jornada, depois de ter seus pecados perdoados e seu fardo lançado para sempre no sepulcro do Salvador, Cristão passa pela Feira da Vaidade. Essa feira foi organizada por Belzebu, Apolião e Legião para servir de armadilha aos peregrinos que se dirigem à Cidade Celestial. Ela dura o ano todo e vende todo tipo de vaidade: negócios, empregos, honras, títulos, jogos, diversos, etc. O caminho que conduz à Cidade Celestial passa pelo meio desta povoação. Aquele que quiser ir à Cidade Celestial sem passar por ela, terá que sair do mundo!
Diz a fábula que era forçoso para os peregrinos (Cristão e Fiel) passar por este lugar, e que ao passarem toda a gente da povoação se alvoroçou devido à sua presença, principalmente porque eles faziam pouco caso das mercadorias, e nem se davam ao incômodo de olhar para elas. Quando perguntado se queriam comprar algo, responderam: “Compramos a verdade”. Isso os levou a julgamento tendo por juiz o doutor Ódio-ao-Bem e servindo de testemunha contra eles: Inveja, superstição e adulação. As testemunhas diziam que eles eram contra seu rei Belzebu e contra os senhores de bem daquela sociedade: do senhor Homem-Velho, do senhor Deleite-Carnal, do senhor Comodidade e do respeitável ancião Luxúria. O júri era composto pelos senhores Cegueira, Injustiça, Malícia, Mentira, Crueldade e Libertinagem, que emitiram opinião contra os peregrinos. Declarados culpados, levaram Fiel à morte. Cristão, por sua vez, conseguiu escapar dessa cidade em companhia de Esperança.
Essa ilustração tenta mostrar a realidade da caminhada do crente no mundo. A Feira da vaidade se ergue em todo lugar. Sua finalidade é prejudicar o nosso crescimento em Cristo através das ilusórias glórias daqui. Através da esperança em Deus, temos como fugir de sua sedução e perseguição. Demas, ao passa por essa feira, foi por ela tragado (1Tm. 4.10). Os patriarcas, todavia, se consideravam peregrinos e aspiravam “pátria superior, isto é, celestial” (Hb. 11.13-14). Moisés preferiu “ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado; porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão” (Hb. 11.25-26). Estevão, sendo apedrejado, olhou e ‘‘viu a glória de Deus e Jesus, que estava à sua direita’’ (At. 7.55). Com os olhos em Cristo, o coração crente suspira pela beleza da Nova Jerusalém. Não nos iludimos com a Feira da Vaidade. Tudo perde o valor diante da glória que é prometida ao vencedor. A vitória que vence o mundo é a nossa fé em Cristo (1Jo. 5.4). Temos a riqueza das promessas de Deus. O diabo ofereceu a glória do mundo a Jesus em troca de adoração. O Senhor o repreendeu e propôs o alvo: somente a Deus adorar e somente a ele prestar culto (Mt. 4.10). Longe de nós, desviarmos do caminho estreito!
Deus seja seu abençoador nessa semana!

Rev. J. A. Lucas Guimarães




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