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Milhares de fiéis abandonam Igreja Mórmon

23/11/2015

A segunda semana de outubro deste ano ficará marcada na história da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, mais conhecida como Igreja Mórmon, que é considerada uma seita do cristianismo, pois baseia suas doutrinas mais no Livro dos Mórmons que na Bíblia. Entre os muitos ensinamentos controversos, acreditam que Jesus e o Diabo são irmãos e que o céu é um outro planeta. Mas o motivo que levou pelo menos 2.500 pessoas se desligarem ao mesmo tempo da igreja foram as mudanças de política eclesiástica.

Até 1978, a Igreja proibia terminantemente casamentos inter-raciais e não celebrava casamentos entre negros em seus templos. Os tempos mudaram e a igreja passou a aceitar isso normalmente e parou de ensinar que as pessoas negras eram amaldiçoadas, pois traziam a ‘marca de Cain’, como ensinou Joseph Smith, considerado profeta da seita.

Agora, os documentos da igreja afirmam que os filhos de famílias LGBT não poderão ser abençoados ou batizados. A proibição vale para crianças adotivas ou mesmo biológicas, além dos casais que coabitem ou sejam casados legalmente. Caso uma dessas crianças queira se batizar, precisará ter 18 anos e renunciar às suas famílias e abandonar seu lar.

A reação causou indignação imediata e milhares de pessoas preencheram o documento oficial de desligamento da igreja, em sua sede na cidade de Salt Lake City, nos Estados Unidos. Ainda não há registros oficiais de quantas repetiram o gesto em todo o mundo.

Para ser desligado da igreja é preciso entregar uma espécie de carta registrada ao bispo e ao presidente regional. A liderança mundial dos mórmons emitiu um documento dando explicações, ele é assinado pelo Conselho da Primeira Presidência e o Quórum dos Doze Apóstolos.

“A doutrina revelada é clara, as famílias são eternas em natureza e propósito… os adultos que optam por entrar em um casamento do mesmo sexo ou relacionamento semelhante cometem pecado que merece um conselho disciplinar da Igreja”, diz o esclarecimento.

Analistas acreditam que deve surgir uma nova denominação que poderá reunir os mórmons homossexuais praticantes ou simpatizantes. Nos Estados Unidos, várias denominações cristãs como presbiterianos, metodistas, luteranos e a Igreja de Deus já possuem “ramificações” que aceitam LGBT como membros, em alguns casos até mesmo como pastores e bispos.

Fontes: World Religion News/Patheos/Gospel Prime
Adaptação: Milton Alves




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