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Ideologia de Gênero: governo lamenta derrota

22/07/2015

1. O novo Ministro da Educação, professor Renato Janine Ribeiro, tomou posse no dia 6 de abril de 2015. O eleito para o cargo pela presidente Dilma Rousseff é formado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP) e possui mestrado, doutorado e pós-doutorado na área. No discurso de posse do ministro, a presidente afirmou: “Renato Janine Ribeiro é um ministro educador numa pátria educadora. Sua escolha traduz em simbolismo a minha maior prioridade para esses próximos quatro anos”.

2. Antes da posse do novo Ministro da Educação, em junho de 2014, o Congresso Nacional rejeitou a proposta do MEC de incluir no Plano Nacional de Educação (PNE) o ensino acerca de “identidade de Gênero” e “Orientação Sexual”. Porém em descumprimento à lei aprovada no Congresso, o Fórum Nacional de Educação, publicou em novembro de 2014, diretriz educacional aos Estados, Municípios e ao Distrito Federal incluindo os termos da ideologia de gênero: “identidade de gênero” e “orientação sexual”.

3. A ideologia de gênero parte do princípio de que os gêneros masculino e feminino seriam imposições culturais. Em outras palavras, a ideologia ignora o fator biológico de que o ser humano nasce macho ou fêmea, para impor a idéia de que a criança é quem deve definir seu próprio gênero quando quiser e bem entender. Na prática é uma apologia ao homossexualismo e ao lesbianismo.

4. A partir desta diretriz as Câmaras Legislativas dos Estados, Municípios e do Distrito Federal passaram a votar os respectivos planos de educação. Por pressão das bancadas da família e dos cristãos católicos romanos e evangélicos, pelo menos oito Estados até agora, vetaram a inclusão da ideologia de gênero nas escolas. Estes estados são os seguintes: Rio Grande do Sul, Paraná, Acre, Espírito Santo, Distrito Federal, Tocantins, Pernambuco e Paraíba. Em São Paulo a Comissão da Câmara aprovou o plano sem incluir a ideologia de gênero nas escolas, mas a votação final acontecerá apenas no mês de agosto. No Rio de Janeiro a votação está atrasada assim como em outros Estados.

5. Na primeira semana deste mês de julho (8/7/15) durante participação em audiência pública da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, o Ministro da Educação lamentou e criticou a retirada dos trechos que tratavam da questão de gênero no Brasil dos planos estaduais e municipais de Educação. Para ele, não existe o que é chamado ideologia de gênero, mas jovens que, no ensino médio, vivem a descoberta do corpo e da sexualidade. “É uma pena que a discussão tenha se desviado desse aspecto de liberdade das pessoas, que faz parte da educação. Educação é liberdade, é acolhimento, é democracia”, destacou o ministro.

6. Diante de tantos problemas na educação brasileira, será que esta deve ser a preocupação do Ministro da Educação? Será esta a meta da presidente Dilma para a pátria “educadora”? O Brasil deveria preocupar-se com problemas de relevância, como por exemplo, a violência cada vez mais presente na escola. Um dado alarmante foi noticiado em setembro do ano passado.

7. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgou que 12,5% dos professores ouvidos no Brasil disseram ser vítimas de agressões verbais ou de intimidação de alunos pelo menos uma vez por semana. Trata-se do índice mais alto entre os 34 países pesquisados – a média entre eles é de 3,4%. Depois do Brasil, vem a Estônia, com 11%, e a Austrália com 9,7%.

8. De modo estranho e ao mesmo tempo revelador, estes altos índices de violência no dia a dia das escolas brasileiras, sequer foram mencionados pelo Ministro da Educação. Por outro lado o ministro “educador” demonstrou preocupação com a retirada da apologia ao homossexualismo e ao lesbianismo nos planos educacionais. A pergunta que não quer calar: aonde quer nos levar este governo com suas ideologias irreligiosas?

“Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos” (2Tm 3.1)

Fonte: CPAD News
Adaptação: Milton Alves




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