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Grã-Bretanha não é mais cristã, diz comissão

04/04/2016

Para quem conhece o Reino Unido não é novidade já há vários anos, mas somente agora a Comissão sobre Religião e Crença na Vida Pública da Grã-Bretanha entendeu que o país não pode mais ser considerado cristão e que, por este motivo, não deve mais ser influenciado pela Igreja Anglicana. A conclusão foi escrita em um relatório após dois anos de estudo onde líderes de diversas religiões foram chamados para participar.

A comissão foi presidida pela ex-juíza baronesa Butler-Sloss que propõe um “novo acordo” para a religião no Reino Unido. Pelos números apresentados, hoje apenas um quinto da população do país é formada por anglicanos, em 1983 este número era de 40% da população. A ideia apresentada pelo grupo é dar voz aos grupos não-religiosos e aos não-cristãos que são um número bem maior no país devido ao crescimento do islamismo e do secularismo.

O relatório sugere uma série de alterações, a começar pelo corte do número de bispos da Igreja da Inglaterra na Câmara dos Lordes e oferecer lugar aos imãs (líderes muçulmanos), rabinos (líderes judeus) e representantes de outras religiões, inclusive pastores evangélicos. Eles também pedem a presença de representantes de outras religiões no serviço de coroação do próximo monarca, que substituirá a Rainha Elizabeth.

Outra proposta se refere à educação, sugerindo que as escolas não sejam administradas por religiosos e que não haja mais cultos nestes estabelecimentos. Todas as propostas visam descristianizar a Grã-Bretanha para que ela venha a corresponder com a realidade do país cada vez mais distante de suas raízes cristãs.

Segundo o jornal Telegraph, a Igreja Anglicana não aprovou o relatório e afirmou que este documento é um “desperdício triste” e que a comissão “caiu em cativeiro ao racionalismo liberal”.
A controvérsia do estudo elaborado pela Comissão sobre Religião e Crença na Vida Pública também se dá pelas figuras que estão por trás dela, como o ex-arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, o ex-chefe de justiça Lord Woolf, o ex-secretário-geral do Conselho Muçulmano da Grã-Bretanha, Sir Iaqbal Sacranie entre outros.

“O relatório é dominado pela antiga visão de que a religião tradicional está em declínio e que a não adesão a uma religião é o mesmo que o humanismo ou secularismo”, disse uma porta-voz da Igreja da Inglaterra.

Segundo uma fonte não identificada pelo jornal britânico, a secretária da Educação, Nicky Morgan, considerou ridículas as recomendações do relatório que se referem ao ensino.

“Temos algumas das maiores campeãs de escolas religiosas e quem pensa que elas vão prestar atenção a essas recomendações ridículas está extremamente equivocado”, sentenciou.

Fonte: Gospel +
Adaptação: Milton Alves




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