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Crescem pastores que veem islamismo e cristianismo como semelhantes

01/12/2015

O surgimento de uma vertente apelidada de crislamismo, que enxerga o cristianismo e o islamismo como religiões semelhantes levou o instituto LifeWay Research a fazer uma pesquisa com pastores norte-americanos e descobrir quantos deles são simpáticos a essa interpretação. O resultado surpreendente mostrou que 17% dos pastores protestantes dos Estados Unidos são propensos a relacionar as duas crenças.

O relatório do LifeWay Research considera o “segmento pequeno, mas crescente”, e chama atenção para o fato de que há cinco anos, o número de líderes evangélicos com essa visão era de 9%.

“Para entender os dados, você tem que entender que boa parte dos pastores das várias vertentes protestantes não possuem pensamento único. E várias mentes estão mudando em mais de uma direção”, disse Ed Stetzer, diretor executivo da LifeWay Research, lembrando da heterogeneidade teológica existente no meio protestante.

“Além disso, é importante notar que, enquanto alguns pastores parecem estar cada vez mais familiarizados com o islamismo, a mesma grande maioria reconhece diferenças inconfundíveis entre a religião muçulmana e o cristianismo”, pontuou Stetzer, segundo informações do Gospel Herald.

A pesquisa, realizada com um grupo de mil pastores, também descobriu que 50% dos entrevistados entendem que o islamismo “promove a caridade”. Na pesquisa de cinco anos atrás, esse número era de 33%.

32% dos pastores descreveram o islamismo como “espiritualmente bom”, número bem acima dos 19% registrados no levantamento anterior; enquanto 24% descrevem a religião como “tolerante”, contra 16% que manifestaram essa opinião na outra pesquisa.

No entanto, quando perguntados qual das descrições mais populares está mais perto de suas crenças, 59% dos pastores evangélicos apontaram a descrição do pastor Franklin Graham, filho de Billy Graham, que a define como “uma religião muito má”.

A pesquisa engloba o contexto do crescente número de norte-americanos que adotam o islamismo como religião, e a consequente popularização de discursos que se diferem daqueles adotados pelos extremistas do Oriente Médio e da África.

No entanto, apesar desta demoníaca aproximação, o islamismo jamais deixará de ser uma religião contrária aos ensinamentos de Jesus Cristo, o salvador da humanidade.

Fonte: Gospel +
Adaptação: Milton Alves




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