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Católicos não devem tentar converter os judeus, decide Vaticano

14/12/2015

Os católicos romanos não devem tentar converter (pregar o Evangelho) os judeus. Além disso, devem trabalhar com eles para combater o antissemitismo, afirmou um documento publicado pelo Vaticano na última quinta-feira, dia 10. Redigido pela Comissão de Relações Religiosas do Vaticano com os judeus, e sancionado pelo papa Francisco, o documento afirma que o cristianismo e o judaísmo estão correlacionados, e Deus nunca anulou sua aliança com o povo judaico.

“A Igreja Católica Romana é, portanto, obrigada a ver a evangelização de judeus, que acreditam no Deus único, de uma maneira diferente daquela de pessoas de outras religiões e visões de mundo”, afirma o texto.

O pedido é para que os católicos romanos sejam mais sensíveis ao significado do Holocausto para os judeus e se comprometam a “fazer todo o possível com nossos amigos judeus para repelir tendências antissemitas”.

Parte das ações que lembram o 50º aniversário da Nostra Aetate – declaração do Vaticano que repudiou o conceito de culpa coletiva dos judeus pela morte de Jesus – o material assevera:

“Um cristão nunca pode ser antissemita, especialmente por causa das raízes judaicas do cristianismo”.

O Vaticano lançou um diálogo teológico com os judeus a partir do Concílio Vaticano II, que é rejeitado pela linha mais tradicionalista dos católicos romanos. Segundo especialistas, esta é a primeira vez que o repúdio à conversão de judeus foi tão claramente exposto em um documento papal.

Um alto funcionário do Vaticano afirmou à imprensa que “em termos concretos, isto significa que a Igreja Católica Romana não realiza nem apoia qualquer trabalho missionário institucional específico entre os judeus”.

Os termos do novo documento resumem-se a afirmar que os católicos romanos devem dar testemunho de sua fé em Jesus Cristo aos judeus “de maneira humilde e sensível, reconhecendo que os judeus são portadores da Palavra de Deus…”.

De acordo com os rabinos ortodoxos, no entanto, isso deve levar hoje os judeus também a questionarem-se sobre quem são os cristãos no plano de Deus para o mundo:

“Como já fizeram Maimonide e Yehudah Halevi – continua o documento – reconheçamos que o cristianismo não é nem um incidente ou um erro, mas fruto da vontade divina e um dom para as nações. Separando entre eles o judaísmo e o cristianismo Deus quis criar uma separação entre companheiros com significativas diferenças teológicas, e não uma separação entre inimigos”.

Uma espécie de resposta foi dada por 25 rabinos ortodoxos. Eles pedem que os judeus questionem-se sobre quem são os cristãos no plano de Deus para o mundo:

“Reconheçamos que o cristianismo não é nem um incidente ou um erro, mas fruto da vontade divina e um dom para as nações. Separando entre eles o judaísmo e o cristianismo, Deus quis criar uma separação entre companheiros com significativas diferenças teológicas, e não uma separação entre inimigos”.

Caminho para o ecumenismo mundial
Se o papa é, como diz a tradição católica romana, o sucessor do Pedro, esse tipo de ação contraria o relato do Livro de Atos, onde apóstolo é visto repetidas vezes pregando aos judeus. Iniciando no Pentecostes, milhares deles aceitaram a Cristo como salvador. A Igreja Primitiva era formada, majoritariamente, por judeus convertidos.

A ideia é tão esdrúxula que, há poucos dias, um judeu messiânico chamado Sid Roth realizou um evento evangelístico em Tel Aviv, a capital de Israel, e mais de mil judeus se converteram ao Evangelho, reconhecendo Jesus como o único e verdadeiro Messias.

Há poucos dias, o mesmo papa disse que cristãos e mulçumanos são “irmãos”. Embora seja bonito para os padrões politicamente corretos do mundo atual, também contraria a revelação bíblica. Não por acaso, cresce no mundo a tentativa de união de todas as religiões em uma só (ecumenismo), partindo do falso princípio que todos servem ao mesmo Deus.

Fontes: Jerusalém Post/Gospel Prime
Adaptação: Milton Alves




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