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56% dos jogadores de Bahia e Vitória são evangélicos

18/09/2015

Certa vez o jornalista João Saldanha, que também foi técnico da seleção brasileira na década de 60, cunhou a célebre frase: “Se macumba ganhasse jogo de futebol, o campeonato baiano terminaria empatado“. Brincadeiras à parte, se estivesse vivo, com certeza Saldanha se assustaria ao saber que nos dois maiores times da Bahia 56% dos jogadores se dizem evangélicos. Foi o que apurou levantamento feito pelo jornal Correio da Bahia, entre os jogadores dos times com maior torcida no Estado. O levantamento ouviu 64 jogadores, e 56,2% se definiram como evangélicos; 29,7% são católicos; 1,6% adventista; 1,6% espírita; e 10,9% sem religião.

Do grupo entrevistado, 100% disse acreditar em Deus e 98,4% atribuem a ele seu sucesso na profissão:

“No futebol a fé está sempre presente, não tem como separar as duas coisas. É como um combustível que ajuda a passar por toda dificuldade e cobrança. Ter a certeza que Deus está junto é não se sentir sozinho”, disse Pedro Ken, 28 anos, espírita e jogador do Vitória.

Para o goleiro Fernando Miguel, 30 anos, evangélico, jogar em um grande clube como o Vitória exige muito de um atleta, e a fé ajuda a superar dificuldades:

“É muita pressão que envolve a carreira de um jogador. Você é julgado a todo momento, a responsabilidade é grande. Na hora que as coisas acontecem, a gente não tem dúvida que teve também a ajuda de Deus”.

Para o pesquisador Clodoaldo Leme, mestre em Ciências da Religião e doutor em Psicologia Social, a fé tem um espaço considerável na vida dos jogadores porque a profissão é muito instável, e a ascensão, difícil:

“Para chegar ao futebol profissional, ele tem que abrir mão de tudo e viver sob pressão da família, do técnico, da torcida. Nesse risco permanente, a religião acaba sendo uma ferramenta para canalizar as energias […] Quanto maior o risco envolvido, maior a abertura para manifestação religiosa”.

Uma demonstração do argumento de Leme é a história de Ávine, 27 anos, lateral-esquerdo do Bahia. Ele sofreu uma lesão gravíssima no joelho em 2012, e nesse tempo aceitou Jesus Cristo como salvador de sua vida. Após quase três anos de recuperação, voltou a jogar em julho.

“Minha vida profissional mudou. Hoje eu sou um cara centrado, não vou mais pra balada, não bebo”, diz o atleta, que foi desenganado pelos médicos: “Creio que se não estivesse no caminho que estou, já tinha largado o futebol. A medicina dizia que não tinha mais jeito, mas busquei força em Deus e nunca tive dúvida de que um dia voltaria”, contou.

Fonte: Gospel +
Adaptação: Milton Alves




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