A Zumbificação da Família e a Morte Do Mundo

A Zumbificação da Família e a Morte Do Mundo

Publicado em 31. jan, 2010 por Rev. Giuliano Coccaro em Boletim, Família

Um mundo sem famílias será um mundo sem amor! Mas e não há mais famílias no mundo? Claro que há, mas está acabando. Ainda há pai e mãe, apesar de que muitos são apenas progenitores, e dia a dia, menos pais e mães de fato. Hoje se vê a falta de família determinando os grandes problemas sociais nas grandes cidades do mundo. São meninos e meninas cheios de ódio e de rancor; tomados de vontade violenta; irreverentes; prontos para qualquer coisa suicida.

O que falta mesmo é a velha e saudável noção de família, de casamento, de educação, de respeito, de reverencia pelos mais velhos; e, sobretudo, falta a certeza de que pai e mãe são para sempre. Ora, este último aspecto é o mais fundamental. Entretanto, tal conceito está moribundo pelo fato não apenas de os pais se separarem com extrema facilidade, mas, também, em razão de que tais pais, uma vez separados, trabalham contra a antiga família. São homens, pais, que se vão e não mais voltam. São mulheres, mães, que uma vez separadas trabalham contra o ex-marido em relação aos filhos. No fim o que fica são esses meninos zumbis. Sim! Zumbis sem amor; apenas prontos para os espasmos da vontade suicida e descomprometida com o sentido da vida.

Um mundo assim será uma assombração. De fato a Terra está se tornando um lugar mal-assombrado. É do Haiti que hoje me vem a maior inspiração para crer no poder do amor. É a terra do Vodu? É o que dizem… Todavia, apesar de tudo, na atual catástrofe se viu a poder do amor de pais por seus filhos e de filhos pelos seus pais. Houve quem, sozinho, cavasse 50 horas a fim de salvar um filho dos escombros. Aqui, e dizem que o Haiti não é AQUI, o que se vê é um terremoto sem abalos sísmicos, mas que faz a alma tremer de desesperança e desamor. No processo de glacialização do amor no mundo, a morte do sentido e significado de família é o agente mais devastador. A Grande Bomba do mundo é a existência sem família e sem amor.

Eu creio na essencialidade da família porque eu creio no Pai, no Filho e Espírito Santo! Quem crê que Deus é amor e que Ele é Pai, Filho e Espírito Santo – esse tem que ver na família o arquétipo de tal verdade eterna, sem a qual os homens, feitos à imagem e semelhança de Deus, se tornam deuses dês-relacionados e perversos. Quem diz que tem medo de Macumba deve saber que a maior Macumba da Terra é essa que é feita de Despachos de Filhos e de Pais. É no desamor de tais “despachos” que o diabo cresce no mundo! Quanto menos amor nas famílias, mais diabo no mundo!

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