A Melhor Mãe do Mundo
Publicado em 08. mai, 2010 por Rev. Giuliano Coccaro em Boletim, Família
Vamos deixar os chavões de lado. Esse papo demagogo de que o “dia das mães é todo dia” pode ser apenas um invólucro dessa falsa demagogia que transpira piedade, mas que, na verdade, esconde o cheiro azedo que emana dos desafeiçoados. De gente que não consegue honrar, nem amar suas mães, sequer em datas especiais.
Obviamente eu não sei o que é ser mãe. Contudo, sei o que é ser filho de uma mulher extraordinária que sustenta com todas as honras o título de mãe. Ser filho de uma mãe assim é sentir-se filho de Deus. Lembro-me das vezes de infância que ficava à janela chorando e a observando atenciosamente ir para o trabalho no aguardo de que ela fosse desistir do ganha pão só para ficar comigo em casa, sem fazer nada.
Depois de alguns anos, minha mãe confessou que mais o coração dela chorava que meus olhos derramavam lágrimas. A aparente insensibilidade era sofrimento silencioso, tácito, tudo para meu bem. Não consigo esquecer de seu apoio em todos os momentos. Mesmo naquelas ocasiões em que eu buscava ofender a Deus e a toda minha família com atitudes que em nada refletiam minha educação e fé. Até hoje vejo o rosto dela emoldurado num quadro de decepção por ver o filho dela longe. Só que ela sempre aguardou o meu regresso. Nunca perguntei, mas sei que rogou e clamou por mim.
Graças a Deus me viu voltar. E quando cheguei, ela me abraçou e mais uma vez me fez sentir filho de Deus. É interessante que pouco me recordo das chineladas e palmadas. E olha que não foram raras. No fundo no fundo, acho que reconhecia o motivo e o amor de cada correção. Enfim, as memórias são muitas e o espaço pequeno. No entanto, fica aqui registrado e resumido meu sentimento: mãe, eu te amo.
Há poucos dias foi noticiado o encontro das duas mulheres goianas que tiveram seus bebês trocados na maternidade. Impressionou-me o misto de emoções que envolveu o episódio da troca desfeita. Não consegui discernir porque choravam exatamente: alegria ou tristeza? Porém uma delas afirmou: “Mãe tem amor incondicional. Não preciso ser mãe biológica para amar as crianças da mesma forma e com a mesma intensidade”. Não é por acaso que a Bíblia traça as características de uma mãe como reflexos do próprio caráter de Deus. Alguns não tiveram o privilégio de ter mãe presente. Outros já a perderam. Todavia, longe ou perto de sua progenitora, acredite que ser filho de Deus é ter a melhor mãe do mundo.
Naquele, que me deu alegria de ser filho de Denize e me deu o poder de ser feito filho de Deus.
