Arquivo por 'Reflexão'

O Fim das “Palmadas”: Mais um Tapa na Cara da Família

O Fim das “Palmadas”: Mais um Tapa na Cara da Família

Publicado em 25. jul, 2010 por Rev. Giuliano Coccaro.

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“Não retires a disciplina da criança; pois se a fustigares com a vara, nem por isso morrerá.
Tu a fustigarás com a vara, e livrarás a sua alma do inferno”.
Provérbios 23.13,14

“Castiga o teu filho enquanto há esperança, mas não deixes
que o teu ânimo se exalte até o matar”.
Provérbios 19.18

Em comemoração aos 20 anos de vigência do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou ao Congresso, o Projeto de Lei que prevê punição para quem aplicar castigos corporais em crianças e adolescentes, inclusive preceitua o fim das chamadas “palmadas pedagógicas”.

A subjetividade da interpretação da “palmada educacional” e as problemáticas quanto à fiscalização e aplicação da lei já deveriam prejudicar sua efetivação e submetê-la a mais diálogos com a sociedade, a fim de não nos tornarmos reféns de alguns psicólogos.

Aproveitando o gancho, o tema não é novidade nas pautas de periódicos segmentados. A revista SuperNanny número 11, de julho de 2007, aborda exaustivamente a questão. Segundo a reportagem: “quem ama não bate”, o ‘tapinha’ está “totalmente fora de moda” e o castigo físico é “um método arcaico”. Para Cris Poli (A SuperNanny), “o tapa não educa”. Apesar de ser a bola da vez nesses assuntos, entendo que algumas teorias da psicologia, desde que passou a dar palpites na educação familiar, ajudaram a piorar a falta de limites de crianças, adolescentes e jovens, o que refletiu na sociedade, e cujos frutos estamos colhendo atualmente.

Evidentemente que concordo com a tese de que o Estado precisa defender o menor – e essa é a razão do ECA existir –, proibindo, decerto, que os próprios pais pratiquem maus tratos com seus filhos. Mas palmadas não são atos de violência doméstica, como estão tentando enquadrá-las. Cada família tem o direito inalienável de educar seus filhos de acordo com seu entendimento, claro que sem excessos. Essa não é uma questão de Estado e nem deve ser política de governo. A arbitrariedade por via jurídica, neste caso, não é a melhor forma de conscientização. Além disso, as Escrituras, sim, devem regular e balizar o modo de vida dentro de nossos lares.

Entre a opinião de algum teórico, jurista ou político sobre educação de filhos e a Bíblia, escolho o ensino bíblico. Até porque Satanás, o inimigo de nossas almas, tem engendrado um ataque maligno contra nossas famílias por vários meios, inclusive os de comunicação. Desmoralização da figura do pai, banalização do sexo, superficialidade das relações, desqualificação do casamento (heterossexual e indissolúvel) e o feminismo, como alternativa ideológica para reafirmar o valor da mulher, estão entre os fundamentos fustigados pelos asseclas do inferno.

A Palavra de Deus é a nossa única regra de fé e prática. Não a interpretamos sob os ditames da cultura ou pelas lentas escusas e embaçadas de uma modernidade sem limites. A Bíblia é um livro que transpõe tempos e regiões, etnias e costumes, política e poder, teses e teorias. Ela é o sopro divino a conduzir nossa nau por águas tranqüilas a um porto seguro.

Leia também: Provérbios 13.24; 19.19; 22.15; 23.13,14; 29.15,17.

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A PEC da Felicidade e o Caso Bruno

A PEC da Felicidade e o Caso Bruno

Publicado em 18. jul, 2010 por Rev. Giuliano Coccaro.

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O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) protocolou no último dia 7 a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que prevê a inclusão do direito à busca da felicidade na Constituição. A chamada “PEC da Felicidade” propõe alterar o artigo 6º do conjunto de normas máximo do País, que dispõe sobre os direitos sociais. Caso seja aprovada, a nova redação do artigo 6º da Carta Magna, proposta pela PEC, ficará assim: “São direitos sociais, essenciais à busca da felicidade, a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, etc.

É salutar se valer de instrumentos variados para assegurar a todos, indistintamente, o cumprimento dos direitos sociais. Não me traz incômodo saber que nossos governantes estão preocupados com a felicidade de seus representados. Pelo contrário. Não há desejo mais comum e democrático entre os homens do que o de alcançá-la. Afinal, o que é felicidade?

Alguns acham que se trata de algo palpável. Outros a associam ao prazer ou à ausência de problemas. Enfim, teorias não faltam. Mas a conclusão inequívoca a que se pode chegar é a de que ter dinheiro, saúde, segurança, poder, prazeres, amigos, não garantem felicidade. Existem muitas pessoas que têm todas essas coisas e são infelizes e há outras sem quase nada, que são verdadeiramente felizes. Bruno, ex-goleiro do Flamengo, era capitão do time, atual campeão brasileiro pelo clube de maior torcida no Brasil, jovem, famoso e dono de um salário de 200 mil – sem contar o que abocanhava com patrocínios, direito de imagem e “bichos”.

Entretanto, nada disso foi suficiente para que esse rapaz, agora acusado de participar do assassinato hediondo de sua ex-namorada, se encontrasse com a verdadeira felicidade. Como tantos outros, Bruno a perseguiu onde ela está presente apenas como uma miragem. Pegou atalhos com o fim de chegar ao destino mais depressa. Sucumbiu à tentação de transformar pedras em pães.

Deus está intimamente comprometido com a sua felicidade. Ele o criou para ser feliz! Jesus começou o seu ministério falando exatamente sobre ela: “Bem-aventurados…” (Mt 5). O termo utilizado pelo Senhor no sermão da montanha é “makairós”, ou seja, “mais do que feliz”. Nossos pais na fé entenderam o recado e na resposta à primeira pergunta do Catecismo Maior de Westminster resumiram que “O fim supremo e principal do homem é glorificar a Deus e se alegrar nele para sempre”. Porém a Bíblia não materializa ou condiciona a alegria às coisas. A expressão “alegrai-vos no Senhor” de Filipenses 4.4, por exemplo, nos dá a idéia de uma alegria que não depende de outros fatores, mas unicamente do Senhor.

Assim, a bem da verdade, até se tem um elemento de condicionamento. Mas um diametralmente oposto ao sugerido pelo senador. Segundo o Apóstolo Paulo, a alegria decorre de sua relação com Deus. Se esta relação estiver interrompida, você estará desligado da fonte de alegria. É necessário, então, eliminar o que se pôs entre ti e Deus. Apenas religados a essa fonte, o seu rosto vai brilhar como uma lâmpada que se acende mesmo nas noites mais sombrias da vida.

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Mudanças Radicais

Mudanças Radicais

Publicado em 11. jul, 2010 por Rev. Giuliano Coccaro.

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“[...] aquele que está em Cristo é nova criatura, as coisas antigas
já passaram e eis que tudo se fez novo”.
2 Co 5:17

O homem é pecador. Peca por palavras, ações, omissões e pensamentos. Ele por si mesmo não pode conhecer Deus, nem amá-lo nem buscá-lo. Nenhuma pessoa tem o poder de transformar-se a si mesma. A salvação é uma transformação operada por Deus. É algo profundamente revolucionário.

Ser cristão é sair da morte para a vida, das trevas para a luz, das garras de Satanás para o Reino de Deus. Ser cristão é a transformação mais profunda que pode existir. Ser cristão é ser transformado à imagem de Jesus. Não há salvação sem mudança de rumo na vida.

Essa conversão é a demonstração externa e visível daquela mudança interior operada pelo Espírito Santo. A conversão não é apenas mudança de costumes. A conversão não é apenas a adoção de práticas religiosas.

Ninguém é automaticamente convertido por pertencer a uma família cristã ou ser membro de uma igreja cristã. A conversão é uma experiência pessoal, uma mudança íntima, cujos reflexos se tornam evidentes.

Ore

Querido Deus, desejo manter o fogo da devoção ao Senhor aceso em meu coração através da meditação e obediência à Palavra de Deus e uma vida abundante de oração! Amém.

Pense

Ninguém pode se considerar convertido a menos que sua vida revele mudança

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Segundo o Coração de Deus

Segundo o Coração de Deus

Publicado em 27. jun, 2010 por Rev. Giuliano Coccaro.

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“Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará toda a minha vontade.”
Atos 13.22

O homem segundo o coração de Deus é o homem sincero e verdadeiro. A Palavra do Senhor veio a Samuel nos seguintes termos: “Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém, o Senhor o coração” (1Sm 16.7). Davi foi deixado por último, quase esquecido. Mas assim que ele entrou, Samuel ouviu a voz de Deus: “É este!” (1Sm 16.12).

O homem segundo o coração de Deus, também, é o homem que tem intimidade com Deus. A palavra está com o próprio Davi: “A intimidade do Senhor é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança” (Sl 25.14).

O homem segundo o coração de Deus é o homem que está no centro da vontade de Deus. Davi declarou: “Ao homem que teme ao Senhor, ele o instruirá no caminho que deve escolher” (Sl 25.12). Não se trata da nossa escolha com a ajuda divina, mas da escolha divina para a nossa vida.

Ore

Senhor, quem somos nós para que tu te interesses por nós. Nada obstante, pela tua bendita graça, queremos ser homens e mulheres segundo o teu coração. Por Cristo. Amém.

Pense

Não se trata da nossa escolha com a ajuda divina, mas da escolha divina para a nossa vida.

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Enfrentando a Procrastinação

Enfrentando a Procrastinação

Publicado em 20. jun, 2010 por Sergio Sparsbrod.

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A maioria de nós já experimentou as oito fases da procrastinação:

Fase 1: “Desta vez, começarei mais cedo.” (Fase esperançosa).
Fase 2: “Eu preciso começar logo.” (Fase de pouca tensão).
Fase 3: “Eu deveria ter começado mais cedo.” (Fase de culpa insidiosa).
Fase 4: “Ainda há tempo para fazer isso.” (Fase de falsa segurança).
Fase 5: “O que há de errado comigo?” (Fase de início do desespero).
Fase 6: “Eu não aguento mais.” (Fase de sofrimento intenso).
Fase 7: “Faça acontecer.” (Fase “livre-se disto”).
Fase 8: “Da próxima vez, começarei mais cedo.” (Fase círculo vicioso).

Procrastinação pode resultar em danos enormes no trabalho, tanto para nós quanto para outras pessoas. Causa pressões e problemas desnecessários. Desperdiça oportunidades, tempo e dinheiro.

O problema é que procrastinação vicia! Quanto mais sucumbimos a ela, mais difícil é mudar. Deixar as coisas para depois se transforma num modo de vida, acarretando para nós, e com frequência para outras pessoas, grande sofrimento físico e emocional.

A Bíblia apresenta a seguinte visão sobre a procrastinação: “Se você esperar pelas condições perfeitas, jamais fará nada” (Eclesiastes 11.4 – tradução livre). Qual a solução? Tenho algumas sugestões:

  • Pare de apresentar desculpas.
  • Tome consciência de que o perfeccionismo paralisa a performance.
  • Enfrente seus temores.
  • Concentre o foco sobre o ganho, e não sobre a dor.

Em outras palavras, sempre que tiver algo importante para fazer, não espere: faça-o! O que você vem adiando, mesmo sabendo que precisa ser feito e não pode mais ser postergado? Algo no trabalho, no lar ou na igreja? Agora é hora de entrar em ação: faça-o já! Esta oração pode ajudar: “Deus, ajuda-me a fazer o que eu já sei que preciso fazer. Ajuda-me a fazê-lo agora!”

A Bíblia nos oferece duas observações adicionais, úteis quando estamos determinados a vencer o hábito destrutivo da procrastinação: “Não se gabe do dia de amanhã, pois você não sabe o que este ou aquele dia poderá trazer” (Provérbios 27.1). “Este é o dia que fez o Senhor; regozijemo-nos e alegremo-nos nele” (Salmos 118.24).

Este é o único dia que temos, e pode ser que não o tenhamos por inteiro! Portanto, faça já o que deve ser feito.

Questões Para Reflexão ou Discussão

1. Você ou alguém conhecido tem problemas com a procrastinação, deixando sem necessidade as coisas para depois? Descreva como você se sente a respeito.

2. Quais são os potenciais efeitos nocivos de se adiar ações ou responsabilidades importantes?

3. Pense numa situação específica, no trabalho ou no lar, na qual você ou outra pessoa procrastinaram e deixaram de fazer algo muito importante no tempo apropriado ou de maneira aceitável. Qual foi o resultado? Foi possível remediar as consequências?

4. Se você tem adiado coisas importantes, que passos poderia dar para forçar-se a entrar em ação? Ou que conselhos poderia dar para quem luta com a procrastinação?

Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Provérbios 10.4-5; 18.9; 24.27; Colossenses 3.17, 23; Hebreus 3.13-15; Tiago 4.13-17.

Texto de autoria de Rick Warren, escritor e conferencista, autor do best-seller “The Purpose-Drive Life” (Uma Vida Com Propósitos), traduzido em várias línguas através do mundo. Usado com a devida permissão. Tradução de Mércia Padovani. Revisão e adaptação de J. Sergio Fortes (fortes@cbmc.org.com).

MANÁ DA SEGUNDA® é uma refelxão semanal do CBMC – Conecting Business and Marketplace to Christ, organização mundial, sem fins lucrativos e vínculo religioso, fundada em 1930, com o propósito de compartilhar o Evangelho de Jesus Cristo com a comunidade profissional e empresarial. ©2008 – DIREITOS RESERVADOS PARA CBMC BRASIL – E-mail: liong@cbmc.org.br -Desejável distribuição gratuita na íntegra. Reprodução requer prévia autorização. Disponível também em alemão, espanhol, francês, inglês, italiano e japonês.

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Jesus fora de campo na Copa

Jesus fora de campo na Copa

Publicado em 13. jun, 2010 por Rev. Giuliano Coccaro.

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Sites do mundo inteiro trouxeram em suas principais manchetes desta semana que a Associação de Pastores Evangélicos do Paraguai (Apep), que reúne quase 1.800 líderes, rechaçou, em comunicado oficial, as normas da Fifa sobre a proibição de manifestações religiosas na Copa do Mundo. Na semana passada, reportagem do jornal “O Estado de S.Paulo” confirmou que a entidade suprema do futebol pediu aos jogadores moderação na expressão de fé durante os jogos. O uso de mensagens escritas em camisetas por baixo do uniforme já é proibido. Porém as ações restritivas devem se estender. Orar ou exibir mensagens religiosas mesmo no fim das partidas também farão parte do pacote coercitivo.

O Brasil é um dos países que mais preocupa a Fifa quando se trata de religião. A primeira grande polêmica foi gerada em 2002 quando o Brasil ganhou o pentacampeonato mundial. O tema retornou à pauta dos noticiários na Copa das Confederações disputada em 2009. Na ocasião, jogadores liderados pelo capitão Lúcio e Kaká, se reuniram no centro do gramado para agradecer a Deus pela conquista do título diante dos EUA. A atitude incomodou várias organizações como a Associação Dinamarquesa de Futebol, que pediu punições aos atletas envolvidos no que chamaram de ‘culto religioso’. “A religião não tem lugar no futebol”, afirmou Jim Stjerne Hansen, diretor da associação.

Parece-me que Jesus tem incomodado mais que as “vuvuzelas” na África do Sul. O presidente da Fifa, as emissoras de Tv, etc., até que tentaram tirá-las das arquibancadas, mas renderam-se à cultura zulu que tem nessas cornetas insuportáveis, que a gente vai ouvir em todos os jogos da Copa, uma identidade inalienável. Contudo, no caso de uma simples expressão de fé, como sempre houve, sem jihads em virtude disso, a coisa é bem diferente. Parece-me que estão conseguindo eliminar a religião como um dos principais traços culturais que a humanidade detém.

Logicamente que, apesar de tudo, Jesus vai continuar em campo (e fora dele) no exemplo de cada jogador evangélico. Há uma frase que diz: “Pregue, se necessário use palavras”. Só que declarações de fé vão ter que amargar o banco de reserva daqui para frente.

Em tempo: “propaganda” de religião, de jeito nenhum, mas em compensação de cerveja… A seleção brasileira de futebol tem como patrocinadora oficial uma marca de bebida alcoólica. Todos os dias vemos propagandas com técnicos e jogadores incentivando seu consumo. Quer dizer que religião nada tem a ver com esporte, mas bebida alcoólica sim, tudo a ver com futebol? Com certeza a Fifa prestaria um favor maior para a humanidade se coibisse seleções de fazer propagandas de cerveja, pois mais prejuízos decorrem dos males provocados pelo alcoolismo do que pela expressão religiosa dos atletas.

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Blackout

Blackout

Publicado em 06. jun, 2010 por Rev. Giuliano Coccaro.

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“Eu sou a luz do mundo; quem me segue, não andará
nas trevas; pelo contrário terá a luz da vida.”
João 8.12

Blackout (blecaute) – expressão inglesa para significar um corte momentâneo de energia elétrica. Um deles aconteceu em plena luz do dia, o que levou muitos a se darem conta de que algo errado havia ocorrido somente algumas horas depois. Há um paralelo espiritual tremendamente significativo. A Palavra de Deus afirma: vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite, nem das trevas (1Ts 5.5). No tempo em que não havia energia elétrica, a noite era sinônimo de trevas espirituais. Hoje, à luz do dia, vivemos num mundo espiritualmente tenebroso.

Jesus disse: Eu sou a luz do mundo; quem me segue, não andará nas trevas (Jo 8.12). Havendo blackout ou não, tendo Jesus nos corações, nos sentimos seguros, pois sabemos para onde vamos, não importando a situação. Tendo a luz de Cristo, podemos servir de guias e orientadores àqueles que estão em permanente blackout, apontando-lhes uma luz no fim do túnel.

Ore

Bondoso Deus, tu que és eterna luz, ilumina o nosso coração e não permitas que nos tornemos em embaraço para que tua luz alcance a outros corações. Por Cristo. Amém.

Pense

Neste mundo tenebroso, somos chamados para refletir a luz de Cristo.

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Novo Paradigma do Amor

Novo Paradigma do Amor

Publicado em 24. abr, 2010 por Rev. Giuliano Coccaro.

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“Novo mandamento vos dou [...] assim como eu vos amei,
que também vos ameis uns aos outros”

João 13:34

Vivemos na era dos relacionamentos descartáveis e da fragilidade das relações afetivas. Neste contexto, gerou-se o amor moderno, bem visível nos scripts de filmes e novelas. Injustamente relegado ao sentimentalismo enganoso e ao desejo sexual das aparências. Amar se tornou um acordo comercial, uma relação de permuta, de troca, de barganha, entre partes interessadas e ensimesmadas. É o amor mercadológico que sempre espera do outro aquilo que é o seu dever. É o amor que busca receber antes de querer doar. É autocentrado, egoísta e perverso.

Para esta sociedade, Jesus tem o novo paradigma. Mas você deve estar se perguntando: por que novo? E as leis cujo foco era mostrar nosso dever para com o próximo, ou seja, o de amá-lo? O novo mandamento ensinado por Jesus não se limitou à ordem de amar, mas ao padrão desse amor: “como eu vos amei”. Ele nos amou e morreu por nós quando ainda éramos inimigos de Deus (Rm 5:10). O amor de Cristo não esperou respostas prévias, deu o exemplo para depois recebê-las como forma de gratidão. É um amor de decisão. É dar ao outro aquilo que ele precisa, não o que ele merece.

Ore

Deus, preserva-me dos falsos amores. Que eu nunca sacrifique algo sério e permanente por outro imediato. Dá-me o compromisso de amar ao meu próximo como Cristo me amou. Amém.

Pense

O verdadeiro amor mais faz do que sente ou fala.

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Dê a Notícia que Ele Vive!

Dê a Notícia que Ele Vive!

Publicado em 03. abr, 2010 por Rev. Giuliano Coccaro.

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“Jesus não está mais aqui: Ele vive” – disseram os anjos. Que notícia maravilhosa! Por isso, não pode ser calada por medo ou vergonha. Após a sua ressurreição, Jesus vai ao encontro de seus seguidores e pede para que eles a anunciem aos quatro cantos do mundo.

Fazer discípulos é a missão de todos nós. Você pode não conhecer muito sobre doutrinas ou nem ter versículos memorizados, mas consegue compartilhar o que Jesus Cristo tem realizado em sua vida e como tem mudado o seu coração. Lembre-se, porém, que a pregação deve ser integral. Ou seja, exponha Cristo às pessoas em tudo o que você fala ou faz. Há uma frase interessante que diz: “Pregue! Se necessário, use palavras”. O que você anuncia deve ter respaldo em suas atitudes.

O Messias que saiu do sepulcro incentivou a evangelização dizendo: “Todo poder me foi dado…”. Não há o que temer. A obra missionária pertence ao Senhor dos exércitos. Nunca se esqueça da presença constante do Jesus ressurreto ao seu lado motivando-o a declarar que há esperança para o desesperado, pois o Cristo está vivo e também pode dar vida a todo aquele que nele crê.

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O Verbo da Páscoa

O Verbo da Páscoa

Publicado em 28. mar, 2010 por Rev. Giuliano Coccaro.

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Quando você quiser expressar algo sobre qualquer coisa, mas as palavras lhe fugirem, fique atento. Pode ser que alguém já tenha traduzido em linguagem simples as complexidades do que você há muito gostaria de dizer. Esse é o meu caso. Por isso, vai o trecho de uma música desafiadora para sua reflexão.

Ontem, Jesus afinou minha guitarra e aguçou meus sentidos… Inspirou-me. Papel e lápis à mão, surgiu a canção e me neguei a escrever. Já que falar e escrever sobre Jesus é ser redundante, seria melhor agir. Assim, algo me diz que a única forma de não ser redundante é dizer a verdade. Dizer que Jesus é ação e movimento, não cinco letras que formam um nome. Dizer que Jesus gosta que ajamos, não que falemos. Dizer que Jesus é verbo, não substantivo.

Jesus é mais que uma simples e rasa teoria,
o que fazemos irmão, lendo a Bíblia todo o dia?
O que aí está escrito se resume em amor, vamos, vejamos e pratiquemos.
Jesus, irmãos meus, é verbo, não substantivo.

Do meu bairro a mais religiosa era dona Carlota.
Falava de amor ao próximo, mas furou cem bolas minhas.
Desde menino fui aprendendo que a religião não é mais que um método,
com o título “Proibido pensar”, escrito em todo lugar.

Senhores, não dividam a fé, as fronteiras são para os países.
Neste mundo há mais religiões que crianças felizes.
Jesus pensou: “ficarei invisível para que todos os meus irmãos
deixem de falar tanto de mim e estendam suas mãos”.

Jesus, és a melhor testemunha do amor que te professo,
tenho a consciência tranquila, por isso não me confesso.
Rezando dois “Pai-Nossos” o assassino não revive seu morto,
Jesus, irmãos meus, é verbo, não substantivo”

(Trecho de “Jesus, verbo, não substantivo”, Ricardo Arjona, CD Jesús, verbo, no substantivo)

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Ter ou não ser, eis a questão…

Ter ou não ser, eis a questão…

Publicado em 20. mar, 2010 por Rev. Giuliano Coccaro.

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Não, eu não me confundi. A frase original “Ser ou não ser…”, uma das mais famosas da literatura mundial, vem da peça “A tragédia de Hamlet”, príncipe da Dinamarca, do artista William Shakespeare. Obviamente o poeta não imaginava que as reflexões de Hamlet sobre o sentido da vida e da existencialidade do homem alcançariam uma profunda conotação filosófica no decurso dos séculos.

Afinal, o “ser” do humano é frequentemente alvo de teorias, ideologias, teologias, filosofias, e outras “ias” criadas pela falsa genialidade dos que não obtiveram respostas. E quando se chegou a conclusões, estas foram desesperadoras. Como sintetizou um teórico ateu: “O existencialismo não tem receio em declarar que o homem é angústia”. Vale destacar que o pano de fundo atrelado a essa perspectiva pessimista da vida se assemelha ao de Eclesiastes. “Tudo é vaidade”, “correr atrás do vento”, “estudar é enfado da carne” são expressões que decorrem da cosmovisão que enxerga o mundo unicamente “debaixo do sol”. Ou seja, sem Deus, sem esperança.

Apesar de sua relevância, o debate acerca da essência paralisou-se nas páginas amareladas dos livros acadêmicos. O objetivo e valor da existencialidade não se fundamentam mais pelo “ser ou não ser”. A modernidade bateu o martelo sobre as questões do ser. Vive-se atualmente a tirania do ter. Ou você tem ou você não é. O ser depende do ter. O que alguém usa é o que irá defini-lo. Mas enganam-se redondamente os que veem na grife da roupa a importância ou o caráter de uma pessoa (1Sm 16.7).

É assustador como o espírito de nosso tempo tem devastado a contracultura da simplicidade ensinada pela Bíblia (1Tm 6.8). O consumismo exagerado tem arrebentado com famílias e modificado os paradigmas das relações interpessoais. Compra-se ao endividamento, não pelo valor de uso (pela funcionalidade) do produto, mas pelo seu valor simbólico: o que ele representa para o outro. Há muito tempo, essa “necessidade de exibição” foi chamada de fetichismo – objetos inertes, sem vida, tornam-se “animados”, “humanizados”. E a “humanização” da mercadoria, por sua vez, leva à desumanização da pessoa, à sua coisificação, ela própria transformada em mercadoria. Hoje, a moda é amar coisas e usar pessoas.

Certa ocasião, dialogando com um jovem, Jesus Cristo sentenciou: “A riqueza de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui… De que adianta então, ser rico para os homens e pobre para com Deus?”. Quero encerrar com o trecho do livro “Utopia”, onde o autor, propondo a viabilidade da sociedade perfeita, diz: “Espantam-se os Utopianos que alguém seja tão louco que se deleite com o brilho incerto de uma pérola ou pedra preciosa, quando se pode olhar o brilho das estrelas e a luz do sol; ou que alguém seja tão tolo que considere mais nobre por se cobrir de lã mais fina, a mesma lã – por mais fina que agora seja -, que um carneiro um dia usou e nem por isso deixou de ser carneiro…”.

Nele, para quem o ser é muito mais importante.

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