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Jesus fora de campo na Copa
Publicado em 13. jun, 2010 por Rev. Giuliano Coccaro.
Sites do mundo inteiro trouxeram em suas principais manchetes desta semana que a Associação de Pastores Evangélicos do Paraguai (Apep), que reúne quase 1.800 líderes, rechaçou, em comunicado oficial, as normas da Fifa sobre a proibição de manifestações religiosas na Copa do Mundo. Na semana passada, reportagem do jornal “O Estado de S.Paulo” confirmou que a entidade suprema do futebol pediu aos jogadores moderação na expressão de fé durante os jogos. O uso de mensagens escritas em camisetas por baixo do uniforme já é proibido. Porém as ações restritivas devem se estender. Orar ou exibir mensagens religiosas mesmo no fim das partidas também farão parte do pacote coercitivo.
O Brasil é um dos países que mais preocupa a Fifa quando se trata de religião. A primeira grande polêmica foi gerada em 2002 quando o Brasil ganhou o pentacampeonato mundial. O tema retornou à pauta dos noticiários na Copa das Confederações disputada em 2009. Na ocasião, jogadores liderados pelo capitão Lúcio e Kaká, se reuniram no centro do gramado para agradecer a Deus pela conquista do título diante dos EUA. A atitude incomodou várias organizações como a Associação Dinamarquesa de Futebol, que pediu punições aos atletas envolvidos no que chamaram de ‘culto religioso’. “A religião não tem lugar no futebol”, afirmou Jim Stjerne Hansen, diretor da associação.
Parece-me que Jesus tem incomodado mais que as “vuvuzelas” na África do Sul. O presidente da Fifa, as emissoras de Tv, etc., até que tentaram tirá-las das arquibancadas, mas renderam-se à cultura zulu que tem nessas cornetas insuportáveis, que a gente vai ouvir em todos os jogos da Copa, uma identidade inalienável. Contudo, no caso de uma simples expressão de fé, como sempre houve, sem jihads em virtude disso, a coisa é bem diferente. Parece-me que estão conseguindo eliminar a religião como um dos principais traços culturais que a humanidade detém.
Logicamente que, apesar de tudo, Jesus vai continuar em campo (e fora dele) no exemplo de cada jogador evangélico. Há uma frase que diz: “Pregue, se necessário use palavras”. Só que declarações de fé vão ter que amargar o banco de reserva daqui para frente.
Em tempo: “propaganda” de religião, de jeito nenhum, mas em compensação de cerveja… A seleção brasileira de futebol tem como patrocinadora oficial uma marca de bebida alcoólica. Todos os dias vemos propagandas com técnicos e jogadores incentivando seu consumo. Quer dizer que religião nada tem a ver com esporte, mas bebida alcoólica sim, tudo a ver com futebol? Com certeza a Fifa prestaria um favor maior para a humanidade se coibisse seleções de fazer propagandas de cerveja, pois mais prejuízos decorrem dos males provocados pelo alcoolismo do que pela expressão religiosa dos atletas.
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